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O Famoso Circuito W (Torres del Paine, Patagônia)

Há um tempo atrás, fizemos um post sobre a Patagônia (lembre aqui) com um roteiro de 12 dias passando por Ushuaia, Parque Torres del Paine, El Calafate e El Chatén. Hoje, detalharemos a opção de trekking de 4 dias no Torres del Paine, o famoso "Circuito W". Incrivelmente linda, e com quase 80km, a travessia pode ser percorrida sem guia pois seu caminho é bem sinalizado. Além disso, pode ser feita por pessoas sem tanta experiência pois, apesar de longa e cansativa, não há trechos muito íngremes (com exceção do último quilômetro para chegar à base das Torres Del Paine).


Pela excelente estrutura que o Parque oferece -- campings com banho quente, aluguel de barraca/saco de dormir e quartos coletivos -- esta é uma ótima opção para amantes de caminhada que não abrem mão do conforto. O roteiro clássico dura 4 dias, e caso você não tenha material de acampamento, esta é a melhor opção de roteiro, bem definido pelos refúgios no caminho. Já se você vai levar a sua própria barraca, existem outros roteiros legais, pois há mais opções de camping. Por fim, a travessia pode ser realizada em ambos os sentidos, mas recomendo começar pelas Torres del Paine e terminar no Glaciar Grey, deixando o trecho mais puxado para o início, quando se está menos cansado.

Circuito W, Patagônia

Dica 1: Já deixe combinado com o hotel de deixar a mala lá e ir para Torres del Paine apenas com o necessário para a travessia.


Dica 2: Quanto à alimentação, o ideal é levar comidinhas e fogareiro pois os preços dentro do Parque são salgados, mas, se você estiver querendo economizar peso da mochila, há lanchonetes e mini mercados no caminho, e restaurantes com boas refeições nos refúgios.


No primeiro dia, o percurso tem 19km (ida e volta) e vai do acampamento Las Torres à base das Torres del Paine (Mirador das Torres). Como este trecho é cansativo, uma boa opção é dormir nesse refúgio, deixar o que não for usar na barraca, e sair para a trilha apenas com mochila de ataque, uma garrafinha e algo para comer. O percurso não é tão bonito quanto nos demais dias, com trechos de mata mais fechada, mas sem dúvida o destino final compensa o esforço.


Dica 3: Você pode levar uma garrafa menor e abastecer nos rios ao longo do parque.


O segundo dia é o trecho mais tranquilo: 11km do acampamento Las Torres até o refúgio Los Cuernos. Essa parte do roteiro é mal distribuída para quem está sem barraca, já que o próximo refúgio fica distante. Por esse motivo, caso esteja com equipamento próprio, a melhor opção é andar mais um pouco e pernoitar no Acampamento Italiano. O caminho é bem agradável e a trilha, que vai margeando o Lago Nordeskjol, é aberta. Então, aproveite caminhar com calma, pois todo o percurso é abençoado com uma bela vista.


Pela mal distribuição do dia anterior, o terceiro dia acaba ficando puxado com 25km de caminhada. Confesso que dá vontade de pular o Vale do Francês -- a ponta do meio do “W” -- e seguir direto para o Refúgio Paine Grande, mas não faça isso: o caminho e o visual valem muito a pena! A trilha até o Mirador Francês é um pouco chata, já que fica entre as pedras, e é importante prestar atenção para não dar passos em falso. Durante o caminho é comum escutar os estrondos dos blocos de neve que se desprendem da montanha e compõem esse cenário de filme.


Dica 4: Você pode deixar sua mochila no Acampamento Italiano e fazer esse percurso de 11km (ida e volta) até o Mirador Britânico com mochila de ataque.


Após o Vale do Francês, os 7,6km até o Refúgio Paine Grande são lindos, passando pelo Lago Pehoé, com uma coloração tão incrível que parece até de mentira. O último dia também é longo, com 22km (ida e volta) do refúgio até o Mirador do Lago Grey e com contemplação de sua geleira. Para os interessados, há opções de caminhada de grampones no glaciar e passeios de caiaque. Na volta, aquela sensação bem conhecida para quem faz caminhada, um misto de alegria pela missão cumprida e de tristeza por estar chegando ao fim...

Circuito W, Patagônia

Dica 5: Para ir embora, é possível pegar um catamarã no próprio refúgio, que percorre o Lago Pehoé até uma das sedes do Parque e, em seguida, pegar um ônibus até Puerto Natales.


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