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Jalapão, o deserto das águas

O Jalapão fica no interior de Tocantins e abrange diversos municípios: Ponte Alta do Tocantins, Mateiros, São Félix do Tocantins, Lizarda, Rio Sono, Novo Acordo, Santa Tereza do Tocantins, Lagoa do Tocantins e Rio da Conceição. A melhor opção de roteiro é voar até o aeroporto de Palmas e contratar um guia local para fazer os passeios com 4x4, já que os atrativos são bem distantes e por terrenos acidentados. Optamos pelo roteiro de 4 dias -- bastante intenso -- com os passeios começando antes do nascer do sol e indo até tarde da noite. Se você prefere algo mais tranquilo, sugiro que altere um pouco o roteiro, porém, uma coisa é certa: todos devem visitar o Jalapão! :)


Começamos a viagem por Taquaruçu, conhecendo as cachoeiras do Escorrega Macaco e Roncadeira. Seguimos, então, em direção à Ponte Alta onde visitamos as cachoeiras do Soninho e da Fumaça, com quedas d'água muito fortes e uma energia incrível, e terminamos o dia com um belo visual no Mirante do Boqueirão. No dia seguinte, acordamos cedo para ver o lindíssimo nascer do sol na Pedra Furada (foto acima), onde o silêncio só era interrompido pelas araras e papagaios que nos acompanhavam no local. Após o café da manhã, paramos no Cânion Sussuapara para um belo banho de cachoeira e continuamos para a Cachoeira da Velha, uma das mais bonitas que já conheci. Para completar o passeio, curtimos a praia do Rio Novo, um dos últimos rios de água potável no mundo. Terminamos o dia num dos principais cartões postais da região, as Dunas do Jalapão. Um verdadeiro oásis no meio do deserto. O lugar, que já é lindo naturalmente, fica ainda mais charmoso com o céu ficando cor de rosa no pôr do sol.

No terceiro dia, também madrugamos para subir a Serra do Espírito Santo ainda no escuro e acompanhar o amanhecer. Sem mais ninguém ao redor, este foi um dos momentos mais especiais da viagem. Passamos o resto do dia relaxando nas águas mornas da Cachoeira do Formiga e nos fervedouros Buritizim, Cecia e Mumbuca, que são poços de água azul transparente com uma nascente de um rio subterrâneo, onde a ressurgência da água que brota torna impossível afundar. Optamos por trocar a pousada da última noite pela casa da dona Tonha, na comunidade do Mumbuca. Os quartos são bem simples e o banheiro é coletivo, mas nem ligamos pra isso porque fomos tão bem recebidos pelos moradores da região, ao som de música e festa das crianças, transformando tudo numa rica experiência. No último dia, conhecemos melhor o vilarejo, a lojinha de capim cerrado e nos divertimos com as histórias da Vaqueira do Cerrado (que ganhou o apelido ao ser entrevistada pelo Globo Repórter). Ainda deu tempo de visitar mais dois fervedouros, o Alecrim e Bela Vista, e finalizar essa viagem incrível com um lindo anoitecer no Morro Vermelho, na Serra do Gorgulho.

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